Apesar dos avanços significativos nesta área, ainda são necessárias investigações mais robustas para determinar os detalhes do uso destas células na prática clínica. Em Portugal, os estudos avançam celula multipotente com o objetivo de ampliar as aplicações clínicas e garantir a segurança e eficácia dos tratamentos.

O único momento em que pode ser feita a criopreservação de células estaminais do cordão umbilical é no período de 72 horas a seguir à sua colheita no momento do parto. Para que seja possível recolher e guardar das células estaminais do cordão umbilical, existe um processo que permite que as mesmas sejam armazenadas por décadas e utilizadas de imediato, pelo próprio ou por algum familiar compatível, no tratamento de várias doenças. Estas podem diferenciar-se em cartilagem, osso e músculo, entre outros tecidos, estão atualmente a ser investigadas no âmbito da medicina regenerativa (órgãos e tecidos a partir de células estaminais). As características das células estaminais permitem a reparação de tecidos danificados e a substituição das células que vão morrendo, sendo, por isso, tão importantes no tratamento de diversas doenças.

Entraves ao Avanço do Uso de Células Estaminais em Portugal

Foram enviadas 2 amostras em 2009 e mais 3 amostras em 2010, para tratamento em crianças portuguesas e italianas. Além disso, em muitos tecidos, servem como um sistema de reparação interno, dividindo-se sem limites para substituir outras células enquanto a pessoa ou o animal vivem. As investigações em células estaminais apontam para a possibilidade de tratamentos mais eficazes e personalizados. As terapias baseadas em células estaminais apresentam um enorme potencial para o tratamento de doenças degenerativas e lesões graves, principalmente articulares. Este website faz parte de um projeto que recebeu financiamento do Conselho Europeu de Investigação (ERC) no âmbito do programa de pesquisa e inovação Horizonte 2020 (contrato de concessão nº ).

Benefícios e Aplicações das Células Estaminais

Podem diferenciar-se em todos os tipos de células especializadas do corpo, tais como células musculares, glóbulos vermelhas e células nervosas. Em Portugal, projetos como a utilização de células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) têm mostrado aplicações clínicas promissoras. Drosophila tem várias populações de células estaminais, todas reguladas dinamicamente durante o desenvolvimento, sendo, portanto, um modelo fantástico para estudar células estaminais. As células estaminais normalmente passam por ondas de proliferação e quiescência e mudam o tipo de células diferenciadas que geram ao longo do desenvolvimento animal.

Células estaminais

As células estaminais são rigidamente reguladas e, se defeituosas, podem levar a defeitos de desenvolvimento ou mesmo à formação de tumores malignos. Desde 2005, com a criação do Departamento de Investigação e Desenvolvimento (I&D), a Crioestaminal tem desenvolvido projetos de I&D com o objetivo de aumentar o conhecimento e as aplicações terapêuticas das células que guarda. Desenvolve vários projetos em conjunto com entidades de investigação, como o Instituto Superior Técnico de Lisboa, o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e o Centro de Histocompatibilidade do Centro. O ano de 2018 ficou marcado pela libertação de duas amostras guardadas na Crioestaminal, desta vez para tratamento de duas crianças com Autismo. Em 2013, a Crioestaminal anunciou um projeto de expansão do seu laboratório, transformando a empresa no 2º maior banco familiar de criopreservação da Europa.

Desde o primeiro transplante de células estaminais em Portugal em 2007, mais 12 amostras de células estaminais guardadas na Crioestaminal foram utilizadas em contexto de ensaio clínico, sendo 8 em para o tratamento de crianças com paralisia cerebral, e 4 outras para tratamento de autismo. O Grupo FamiCord tem atividade em mais de 30 países, disponibilizando serviços de banco de tecidos e células, produção de ATMPs e investigação e desenvolvimento de terapias celulares avançadas. Já em 2025, destaca-se a libertação de uma amostra de sangue do cordão umbilical para tratamento de uma criança com paralisia cerebral, mais uma vez no Hospital Pediátrico da Universidade de Duke, mas desta vez com uma amostra de um irmão compatível que havia sido criopreservada à nascença.

Resultado dos seus esforços de investigação & desenvolvimento, a Crioestaminal é a primeira empresa nacional a deter uma patente para uma terapêutica com base em células estaminais. Em 2019 a Crioestaminal liberta 1 amostra de sangue do cordão umbilical autólogo para transplantação hematopoiética numa criança portuguesa com situação grave de Anemia Aplástica. Tendo também enviado mais uma amostra de sangue do cordão umbilical para inclusão no estudo clínico da Universidade de Duke em paralisia cerebral. Ainda em 2010 a Crioestaminal obtém a acreditação internacional pela prestigiada AABB, para análise, processamento, armazenamento e distribuição de sangue do cordão umbilical.

Células estaminais cancerígenas

  • As terapias baseadas em células estaminais apresentam um enorme potencial para o tratamento de doenças degenerativas e lesões graves, principalmente articulares.
  • O ano de 2018 ficou marcado pela libertação de duas amostras guardadas na Crioestaminal, desta vez para tratamento de duas crianças com Autismo.
  • Nesse mesmo ano a Crioestaminal estende a sua acreditação internacional ao tecido do cordão umbilical, tornando-se no primeiro laboratório europeu com dupla acreditação para sangue e tecido do cordão umbilical.
  • Já em 2025, destaca-se a libertação de uma amostra de sangue do cordão umbilical para tratamento de uma criança com paralisia cerebral, mais uma vez no Hospital Pediátrico da Universidade de Duke, mas desta vez com uma amostra de um irmão compatível que havia sido criopreservada à nascença.

O ano de 2009 é marcado pela primeira libertação de amostras de sangue do cordão umbilical criopreservadas na Crioestaminal para um estudo clínico a decorrer na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em crianças com paralisia cerebral. Durante o desenvolvimento embrionário, as células estaminais são necessárias para a formação, crescimento e regeneração de tecidos e órgãos. Após a clampagem do cordão umbilical, o sangue é colhido para um saco próprio e o tecido para um frasco, sendo devidamente acondicionados de modo a garantir a sua segurança no transporte até ao laboratório.

Embora vários aspectos da biologia das células estaminais já sejam compreendidos, ainda não é totalmente conhecido como é que as células estaminais são direcionadas para gerar um certo tipo de células diferenciadas ou como a proliferação de células estaminais é regulada de forma eficiente. É com essas células estaminais que são feitos os estudos de viabilidade que demonstram a viabilidade de manter células criopreservadas durante 25 anos. A criopreservação consiste em conservar as células por longos períodos de tempo, a baixas temperaturas (-196º C), sem que estas percam a sua viabilidade. Ao todo a Crioestaminal registou 4 patentes que resultaram de 3 projetos de Investigação e Desenvolvimento. Com a expansão do laboratório no início do ano, tornou-se num dos maiores da Europa com capacidade para 300 mil amostras. Estas células estaminais pertenciam ao irmão dessa criança e estavam armazenadas na Crioestaminal desde 2003.

Células Estaminais: Avanços e desafios na medicina regenerativa

A Crioestaminal investe uma parte significativa das suas receitas no desenvolvimento de projetos de investigação, com o objetivo de alargar o âmbito de aplicações terapêuticas das células estaminais do sangue do cordão umbilical. Crioestaminal – Stemlab, SA, fundada em 2003, foi pioneira e é líder em Portugal no isolamento e criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical. Esta patente refere-se a uma formulação em gel com células estaminais do sangue do cordão umbilical para o tratamento de feridas crónicas em diabéticos, uma condição normalmente conhecida por “pé diabético”. Nesse anos a Crioestaminal liberta mais 2 amostras de sangue do cordão umbilical criopreservado em Portugal para 2 crianças com paralisia cerebral, tendo um tratamento decorrido nos Estados Unidos e outros em Espanha.

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